sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobre Acre, Marcos Frota, Jocely Abreu e outros bichos mais


A grande tônica desta semana, que domina os blogs da city, é o caso Marcos Frota X Jocely Abreu, no qual ela o acusa de ter chamado o Acre de bosta. Inúmeros foram os protestos e posts criticando o acontecido. A polêmica foi tanta, que rendeu uma retratação na UNINORTE, durante uma palestra, bem como um pedido oficial de desculpas em uma entrevista, que irá ao ar na próxima segunda no programa Geração Gazeta. Fora isto, defensores de Frota afirmam que a repórter queria gravar sem autorização, motivo real da confusão. Discussões sobre quem está certo ou errado à parte, um post de um amigo meu me chamou atenção. Diz o post em determinado trecho: "Todo Acreano fala mal do Acre, isso é quase uma verdade absoluta. O problema realmente é quando fulano ou ciclano que não nasceu aqui fala mal." ( http://www.docepauliceia.blogspot.com/ Achei interessante esta observação, o que me lembou um episódio que ocorreu logo que eu cheguei aqui.

Estava eu com menos de um mês aqui em Rio Branco, conhecendo a cidade, as pessoas e especialmente a história do Acre, me deslumbrando com os detalhes da revolução, sendo que me sentia até certo ponto orgulhoso, pelo fato de uma gaúcho ter ajudado na luta pelos ideais de um povo (para quem não sabe, sou neto de gaúchos e nós temos muito orgulho de nossa terra, cultura e povo). Foi quando em um destes passeios, à noite, na gameleira, resolvi ir em uma banca de pastel daquelas, para lanchar. Havia lá um grupo de pessoas conversando sobre um assunto que eu naum me lembro direito qual, mas resolvi entrar na conversa para me enturmar. Um deles, percebendo meu sotaque sulista, perguntou de onde eu era. Respondi que eu era do Mato Grosso, descendente de família sulista, o que explica meu sotaque.

A isto, um deles falou: "Muita gente de fora está vindo para o Acre para ganhar dinheiro, mas isto é bom, porque só assim o Acre cresce e desenvolve". Foi então que um outro disse um frase que eu jamais pensaria ouvir da boca de um acreano: "Também pudera, a gente, para fazer uma revolução, tivemos (sic) que buscar um gaúcho, porque o acreano sozinho não conseguiria." Fiquei boquiaberto com uma afirmação destas e pensava: "Eu que sou de outro estado, me mudei recentemente para cá estou dando mais valor a esta terra que os próprios acreanos!" De fato, fiquei muito confuso e não entendi (e ainda não entendo) como alguém pode desvalorizar, ridicularizar e depreciar tanto a si mesmo, a sua história e a suas raízes.

De fato, diversas vezes amigos me perguntaram (e ainda perguntam) se eu quero ou pretendo voltar para minha cidade. Respondo que apesar da saudade dos amigos, parentes, das recordações e tudo mais, minha vida agora é aqui. Tanto que da última vez que fui visitar minha cidade, com três dias que estava lá, não via a hora de vir embora, de voltar de lá.

Não digo que viverei aqui para sempre, haja vista o fato de que depois que a gente deixa a nossa terra natal, não pertencemos mais a um lugar, e sim ao mundo. Mas posso garantir que amo o Acre, valorizo esta terra, embora eu tenha algumas críticas a certos comportamentos e atitudes de pessoas e/ou grupos daqui. Jamais aceitaria alguém falar mal desta terra.

Entretanto, o que me deixa realmente triste não são comentários como o do Marcos Frota, mas sim de acreanos que nasceram aqui, vivem aqui, tiram o sustento daqui, riem, choram e gastam cada segundo nesta terra e reproduzem descaradamente o discurso preconceituoso do colonizador.

Não é hora de criticarmos somente comentários depreciativos e preconceituosos de forasteiros. é hora de nos revoltarmos também contra estas piadinhas e comentários que muitos acreanos fazem desta terra. Chega desta desculpa esfarrapada de que "eu nasci aqui, eu posso falar mal daqui". Vamos procurar nós mesmos (e digo nós mesmos porque moro aqui, porrque sou cidadão acreano) nos valorizar, ter uma maior auto-estima e pararmos com este discurso hipócrita de bairrismo e de acreanidade (ou florestania, como outros preferem).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Gays não podem doar sangue


"Em nota técnica na enviada na última sexta-feira, (19/09) o Ministério da Saúde confirmou que gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) não podem ser doares de sangue. Segundo os representantes do Ministério, os grupos "mantêm conduta de risco de infecção de doenças como Hepatite B, C e AIDS".

A nota intitulada "Situação de risco acrescido para doação de sangue" é baseada em algumas pesquisas recentes e outras nem tanto, relacionadas à Aids. De acordo com os dados, no Brasil a Epidemia de Aids é menor que 1% na população em geral, e maior que 5% em gays e HSH.

Além disso, estudos nos EUA e na Inglaterra também apontam diferenças significantes no número de casos de Aids entre gays e entre heterossexuais. O mesmo é dito sobre a hepatite C, em uma pesquisa de 1991, "HSH pode ser considerado de risco acrescido para infecção pelo vírus da hepatite C (VHC), apesar da via sexual não ser uma via efetiva de transmissão do vírus".

O Ministério da Saúde chega a conclusão de que estão inaptos para doação de sangue: homens e ou mulheres que tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas, e os parceiros sexuais destas pessoas; pessoas que tenham feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos, sem uso do preservativo; pessoas que foram vitimas de estupro; homens que tiveram relações sexuais com outros homens e ou as parceiras sexuais destes; homens ou mulheres que tenham tido relação sexual com pessoa com exame reagente para anti-HIV, portador de hepatite B; pessoas que estiveram detidas por mais de 24h; pessoas que tenham colocado piercing ou feito tatuagem em lugares que não apresentavam condições de segurança; pessoas que tenham apresentado exposição a sangue ou outro material de risco biológico; pessoas que sejam parceiros sexuais de hemodialisados e de pacientes com historia de transfusão sanguínea; pessoas que tiveram acidente com material biológico.

Antes de encerrar o comunicado, a entidade pede desculpas pela restrição de doadores. "O objetivo não é a exclusão do grupo de gays e HSH desta generosa prática; nem tampouco apoiar atitudes de constrangimentos e de discriminação desta natureza nos serviços de hemoterapia."


Conforme publicado pela revista Capa.


O que vcs acham?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Should I wait for you, my substitute for love?"

Hoje irei postar algo bem piegas e talvez um texto que não tenha muita coerência ou uma linha de raciocínio bem delimitada. Na verdade este texto vem refletindo uma série de sensações, reflexões e questionamentos que tenho feito ultimamente.

A princípio, quero dizer que o título é um trecho da música Drowned World / Substitute for Love do album "Ray of Light" da Madonna. Como sempre, as músicas dela, principalmente deste álbum, nos trazem a tona aspectos relevantes de nossa alma e, devido a isto, tem a capacidade de tocar profundamente.

Mas voltando ao assunto, o título deste texto se dá pelo fato de esta música não me sair da cabeça. De modo resumido, ela fala de uma pessoa que buscou a felicidade em vários lugares, em várias idealizações, no sucesso profissional, mas que agora que encontrou o amor, chegou à conclusão de que tudo aquilo que tinha feito " se tornou um jogo tolo", e acaba se perguntando se deveria esperar por esta pessoa amada (Should I wait for you, my substitute for love?).

Caramba... é aí que a coisa pega! Estaria eu apaixonado? Estaria eu começando a gostar de alguém? Eu não sei... Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas povoam minha mente... Será que é apenas mais uma etapa de amadurecimento? Será que eu estou em mais um daqueles momentos em que a gente dá um salto e amadurece mais? O que realmente estes pensamentos revelam? Será que é isto tudo junto, me apaixonado, amadurecendo, revendo conceitos?

É isto que me deixa confuso... O que poderia então estar acontecendo comigo? Esta resposta eu não tenho. o máximo que eu consigo vislumbrar são os trechos em que a música consegue expressar o que eu sinto, ou então, me faz sentir coisas... Por isto, vou deixar que estes trechos possam me guiar aqui.

"I traded fame for love/Without a second thought/It all became a silly game/Some things cannot be bough"(Eu troquei a fama por amor/Sem pensar duas vezes/Tudo se tornou um jogo tolo/Certas coisas não podem ser compradas). De uns tempos para cá, certas coisas para mim não fazem mais sentido. Tenho ido para festas, tenho me divertido, tenho conhecido pessoas. Entretanto, nada é mais como era antes, sinto tudo vazio, fútil, como que faltando algo nestas coisas. Quando estou só, me sinto pleno, completo, transcedental e não vejo da mesma forma as coisas como a maioria vê, ou conforme a música, "I got exactly what I asked for/Wanted it so badly/Running, rushing back for more/I suffered fools/So gladly" (Eu tive exatamente/O que eu pedi/Por querer de forma errada/Correndo apressado em busca de mais/Eu banquei o idiota/Tão satifeito).

"And now I findI've changed my mind" (E agora eu descobri/Eu mudei meu pensamento) Este trecho mostra bem como eu me encontro agora. Muitas coisas têm mudado. Tenho questionado uma série de coisas, de comportamentos, de pessoas, de companhias. Minhas prioridades, anceios, gostos estão mudando. Mas será que estão mesmo? Na verdade, o que eu tenho observado é uma volta a minha essência, ao que eu acredito ser ético e válido. Tenho questionado diversos comportamentos meus e de pessoas que conheço, com algumas decisões: quero valorizar amizades e pessoas que tenham a contribuir para o meus crescimento pessoal, ajudando eu a ver as coisas por outros ângulos, a refletir no mundo, que me dizem a verdade, buscando meu crescimento; quero tbém manter meu coração a milhas de distância de pessoas imaturas, que não sabem o que querem da vida e são inconstantes, ou seja, de colegiais.

Com respeito às pessoas, o que eu tenho percebido é que há uma certa visão deturpada a meu respeito. Lógico que a gente sempre tem mania de nos enchergarmos como exemplo, mas neste caso o que eu digo tem fundamento, haja vista que um amigo que me conheceu melhor estes dias disse ke antes tinha uma outra visão não tão interessante ao meu respeito. Ou seja, se esta pessoa tem uma visão melhor de mim, é pq ela me conheceu, sabe como eu sou com maior riquezaq de detalhes, coisa que a maioria não faz. Logo, me vem à mente quais são as idéias ou meneiras diferentes de me ver, haja vista o fato de que eu não sou muito bom em seguir modelos de comportamentos aceitos pela maioria ou tidos como normais.

"The face of you.. my substitute for love/My substitute for love/Should I wait for you/My substitute for love" (A sua face... Meu substituto do amor/Eu devo te esperar? /Meu substituto do amor). Esta é a parte que mais me intriga nesta música. Sinto algo estranho quando a ouço. Não se trata de puro sentimentalismo. Sobe aquele aperto no coração, aquela coisa dentro do peito, eh algo estranho, ke eu naum sentia antes mas sinto agora. Não é algo comum, é uma coisa que dificilmente eu sentia. E isto me dá medo. Geralmente isto significa uma situação muito complicada e difícil para mim.

"I travelled round the world/Looking for a home/I found myself in/crowded rooms/Feeling so alone"(Eu viajei ao redor do mundo/Em busca de um lar/E me encontrei em /lugares lotados de pessoas/Me sentindo tão sozinho). Eis aí uma situação que eu sempre enfrento: a solidão. Me sinto, às vezes, como um ser alienígena e, o pior, é que quando tento fazer contatos com outras pessoas, muitas imaginam que eu tenho segundas intenções. Nunca posso ir a uma festa acompanhado de ninguém que para muitas pessoas eu já estou ficando com ela. Sempre existe um clima de desconfiança, de descrença na clareza, simplicidade e fidedignidade de uma amizade. Me sinto sozinho quando se trata de relacionamento, pois eu gosto de pessoas quee tem a cabeça legal.. que tem como vc conversar coisas de conteúdo.. que tem como vc assistir um filme, ouvir uma música, ler um livro e conversar sobre eles... alguém que tenha como te puxar a orelha.. ser sincero... te dar bronca... te falar coisas sensatas... e naum alguém ke simplesmente te diz pra viver a vida. A vida é muito mais que uma sucessão de momentos de prazer.

"I had so many lovers/Who settled for the thrill/Of basking in my spotlight" (Eu tive vários amantes/Que se aproximavam de mim pelo prazer/De se exporem em meus holofotes). Quantas e quantas pessoas só se aproximam da gente em busca de prazer ou de interesses pessoais, não em busca de uma verdadeira amizade... quantas e quantas vezes construí castelos de areia sem saber... quantas decepções, quantas desilusões! Devido a isso, chego a pensar, algumas vezes, se uma pessoa está realmente interessada em ser realmente seu amigo pelo que você é ou pelo que você poderá fazer por ela. Por isso é que tenho, ultimamente, analizado muito bem as pessoas que tenho conhecido.

"Now... I find.../I've changed my mind/This is my religion" (E agora eu descobri/Eu mudei meu pensamento/Esta é minha religião). A marca principal de todas estas reflexões e sentimentos é a reelaboração de uma nova leitura de mundo. Estah sendo confuso, dá medo, mas creio que o resultado será bom.

Entretanto, em minha mente ainda ressoa a pergunta... "Should I wait for you, my substitute for love?" Imagens surgem em minha mente. Não sei se algum dia alguém saberá algo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Madonna - Sticky & Sweet Tour 2008 - Rio de Janeiro

Eu estava somente esperando ter o ingresso na minha mão para poder dizer...





EU VOU!!!!



Tudo de bom, naum?