quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Educação Ambiental para a vida

Texto apresentado na disciplina de Sociedade e Meio-Ambiente - Curso de Comunicação social/Jornalismo


A última moda agora é: educação ambiental. Entretanto, o que era para ser considerado uma boa notícia, na verdade, se constata uma triste realidade: tem-se um circo midiático entorno da educação ambiental. E dá-lhe programa do governo pra cá, projeto de empresas privadas para lá, ações de ONGs por acolá, tudo isto cercado, é claro, pelas abençoadas e queridas lentes de câmeras, microfones e outros apetrechos da imprensa. Em vista disso, é oportuno que se repense o que é e se reflita o papel da educação ambiental no contexto social atual.


Um bom começo para esta reflexão está na origem de dois verbos comumente usados em contextos educacionais: ensinar e educar. Embora sejam usados como sinônimos em muitas situações, seus meandros semânticos na língua original, o latim, nos revelam detalhes que passam despercebidos e que ajudam a entender melhor seu significado: ensinar deriva de insignare, verbo que designa o ato de imprimir, por um sinal ou marca. Nesse respeito, observa-se que ele pressupõe um movimento de fora para dentro, ou um movimento exterior de marcação. Ora, sabe-se que uma marca externa, por mais forte que seja, acaba se apagando.


Em contrapartida, educar deriva de educare, verbo que se diferencia de insignare em razão de pressupor um movimento do interior para o exterior. Deste modo, estabelece-se uma relação de contraste entre as duas palavras: uma que pressupõe mudanças externas e a outra que envolve mudanças internas. É nesse segundo sentido que a educação ambiental deve ocorrer.


Neste sentido, a educação ambiental deixa de ser uma série de ações isoladas e inconstantes, resultado de inúmeros erros de compreensão sobre o que é educar para o meio-ambiente, e passariam a ser uma rede de integração de ações e medidas que tenha continuidade e que, desta forma, provoquem mudanças no comportamento dos educandos, mudanças estas que só ocorrem com uma mudança interna.


Ao se referir a este tipo de mudança na consciência, está implícita a mudança de valores, moral e costumes. Daí a justificativa da necessidade desta constância ou continuidade dos projetos educacionais em meio ambiente. Não basta somente plantar uma árvore no dia da árvore ou na semana do meio-ambiente. Isto não é educação ambiental, mas sim reduzir algo tão importante a uma peça de marketing educacional, a uma aula de “embromologia”.


Fazer educação ambiental envolve promover a mudança comportamental dos alunos, abandonando hábitos nocivos ao meio-ambiente e adotando outros saudáveis, como a coleta seletiva, a redução no consumo exagerado, a reutilização e o reaproveitamento de material, medidas estas que diminuem os impactos sobre o ambiente. Neste quesito, a educação ambiental deve ser repensada com urgência.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estudo da UnB contesta criminalização do infanticídio indígena proposta por Henrique Afonso

Conforme publicado no site www.ac24horas.com em 09/07/2009

Quem tem legitimidade para decidir o que é vida, o que é ético, o que é humano? Essas são indagações que Marianna Holanda faz em sua dissertação de mestrado, defendida no Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília. No estudo, a antropóloga avalia o Projeto de Lei 1.057/07, que trata da criminalização do chamado infanticídio indígena - prática de algumas tribos em relação a neonatos com deficiências que impedem a socialização de acordo com o padrão de cada etnia. O PL está na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados desta quarta-feira, 24 de junho.

"Diante do que chamamos juridicamente de infanticídio, não cabe falar em infanticídio indígena. O que há nessas aldeias são estratégias reprodutivas pensadas em prol da comunidade, e não de indivíduos isolados - e só um número muito reduzido de crianças acaba sendo submetido a elas", diz Marianna, autora da dissertação intitulada Quem são os humanos dos direitos? Sobre a criminalização do infanticídio indígena. "E são crianças com problemas que, mais tarde, impossibilitarão qualquer tipo de socialização", completa.

Segundo a antropóloga, para os índios, sem socialização a criança jamais atingirá a humanidade plena. Por isso, ela dedicou uma parte do trabalho para entender como se constitui a noção de humanidade entre os indígenas. "Esse é um dos pontos centrais do estudo: o que nós, brancos, entendemos como sendo vida e humano é diferente da percepção dos índios. Um bebê indígena, quando nasce, não é considerado uma pessoa - ele vai adquirindo pessoalidade ao longo da vida e das relações sociais que estabelece", explica.

De autoria do deputado Henrique Afonso (PT-AC), o PL 1.057/07 é contestado por antropólogos que atuam em comunidades indígenas. O estudo de Marianna sugere que as formas próprias que cada povo desenvolve para resolver seus conflitos internos devem ser respeitadas. "O projeto impõe uma categoria jurídica ocidental a uma diversidade de povos, desrespeitando as diferenças e as especificidades", afirma.

INTRUSÃO - Para a professora Rita Segato, que orientou a dissertação de mestrado de Marianna, o PL é uma forma de "calúnia" aos povos indígenas. "O projeto cria uma imagem absolutamente distorcida da relação entre os índios e suas crianças. Essa lei ofusca a realidade e declara os índios bárbaros, selvagens, assassinos. É muito semelhante à acusação, comum em tempos passados, de que os comunistas comiam criancinhas", compara.

A docente lembra, ainda, que na legislação brasileira o direito à vida já está assegurado. "A Constituição e o Código Penal preveem que é proibido matar. Nesse aspecto, o PL é redundante". Segundo ela, o verdadeiro propósito da nova lei não é zelar pela vida das crianças, mas "permitir a vigilância e a intrusão permanente nos costumes e na intimidade das aldeias".

DIÁLOGO - A pesquisa também aponta a necessidade de incluir os indígenas nas discussões que lhes dizem respeito. "Não se pode chegar a uma conclusão ou a um projeto de lei sem a participação efetiva dos maiores interessados: os índios. E eles só foram ouvidos uma única vez, em uma audiência pública em 2007, e mesmo assim tiveram pouco espaço para falar", conta Marianna.

Para ela, o destino das crianças que nascem com problemas graves e impeditivos de qualquer tipo de socialização deve ser resolvido pelos próprios indígenas. "Eles acreditam que têm autonomia para resolver seus problemas sozinhos - e se não acreditarmos nessa capacidade, estaremos, ainda, colonizando", observa. "Deixar que eles encontrem seus caminhos e tomem suas decisões é o mínimo de autonomia que podemos fornecer", reforça a pesquisadora.

Rita Segato lembra que o Brasil é signatário da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela Organização das Nações Unidas em 2007. "No documento está dito que não se pode criar leis que afetem a vida dos índios sem ter a participação deles na discussão e elaboração dessas leis. E esse requisito não foi respeitado no PL que ora se apresenta".

Segundo Rita, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) já se manifestou, pedindo o arquivamento do PL, que na Comissão de Direitos Humanos tem a relatoria da deputada petista Janete Rocha Pietá (SP).

UnB Agência

http://www.ac24horas.com/index.php?option=com_content&task=view&id=4940&Itemid=30 em 09/07/2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Foto perfeita...

E ontem, durante a aula prática de artes, sobre fotografia, um grupo conseguiu tirar esta sequência emocionante de fotos... e o pior é que os dois personagens das fotos são meus alunos do terceiro ano! É o primeiro caso de infração com provas irrefutáveis do HMM.

Confira abaixo!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Governo avança e “casamento gay” pode sair


Conforme extraído do site "Portal Padom"

O Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) lançado nesta quinta-feira [14 de maio de 2009] pelo governo federal defende a união estável e não o casamento homossexual. A justificativa do ministro Paulo Vannuchi (Secretaria Especial dos Direitos Humanos) é que a união deve enfrentar menos resistência durante a tramitação da proposta no Congresso.

A ideia do governo é eliminar o peso que a discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo gera nos diversos setores da sociedade. Caso aprovada, a proposta seria um dispositivo legal que garantiria aos homossexuais o reconhecimento como casal, mas não lhes daria as mesmas garantias que os casados têm, como a permissão para adotar o sobrenome do companheiro.

Os casais homossexuais passariam a ter direito, por exemplo, inclusão no plano de saúde como dependente, a pensão em caso de morte do cônjuge, pensão alimentícia e herança.

A proposta do governo conta com o apoio da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais). “Queremos a união estável. Não defendemos matrimônio –embora até fosse interessante a gente de smoking, casando, jogando buquê, jogando arroz, fazendo toda aquela festa– mas o que queremos é que nossos direitos sejam respeitados”, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT.

Vannuchi afirmou ainda que alguns órgãos públicos já podem se antecipar a aprovação da lei e começar a reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. “Se antes de aprovar, a CEF [Caixa Econômica Federal] começar a fazer, se a Petrobras começa a fazer, o Banco do Brasil começar a fazer, as montadoras começam a fazer para seus funcionários, a mudança na sociedade já vai antecipando a lei e a lei depois complementa o processo”, disse.

Um ponto polêmico do plano trata da classificação etária dos programas com conteúdo homofóbico. Pela proposta, programas de TV com conteúdo homofóbico só poderão ser exibidos entre 6h e 23h. A medida teria efeitos sobre programas de humor ou religiosos que atacam a homossexualidade, mas não se aplicam a programas jornalísticos, esportivos e à publicidade.

Ao todo o plano conta com 50 diretrizes que foram rascunhadas na última Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em junho do ano passado. As ideias foram analisadas por 18 ministérios, que descartaram algumas e chancelaram outras. Há ações previstas nas áreas de educação, saúde, segurança pública e cultura, entre outras.

Entre as propostas, estão o fim da perseguição e criminalização de militares homossexuais; a produção de material didático sobre os temas que envolvem a questão para orientar professores; a articulação de uma rede nacional de combate à homofobia, lesbofobia e transfobia; o estímulo ao turismo LGBT e o encaminhamento de mulheres transexuais e travestis condenadas para presídios femininos.

Fonte: FOlha Online / www.padom.com

Faça seu dinheiro crescer...

Não poderia deixar de postar uma maravilha destas aqui...

Divirtam-se!

PS: Ah se fazer dinheiro fosse tão fácil assim...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pussycat Dolls ou Pussycat Boys?

Perez Hilton twittou e eu posto eles aki, afinal elas são chiques, benheeeee...
NightBoys e o Clipe megabadalado deles de "When I grow up"



A principal quase não é pintosa, nean?

domingo, 14 de junho de 2009

Comentário de Josafá Batista a uma postagem do blog "Língua."

Veja abaixo o comentário de Josafá Batista no Blog Língua


Aldo, na verdade a alegação dos evangélicos é que eles querem leis que os permitam criticar a prática homossexual, não os homossexuais propriamente ditos. Para isso, evocam o direito à expressão e à liberdade de culto garantidos na Constituição.
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Ou seja, os evangélicos consideram que a sua crítica à prática homossexual faz parte do exercício da sua religião e que, conseqüentemente, proibir esse direito seria proibir o próprio exercício da religião.
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A argumentação é boa, mas eles estão errados.
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A lei garante o exercício de culto, mas não garante que um direito seja exercido para atacar um outro direito, isto é, o direito que os homossexuais têm de expressarem a sua homossexualidade da forma como bem lhes convier.
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Além disso, a fundamentação da crítica evangélica é religiosa, não civil nem política. Trata-se portanto de uma doutrina, um ponto de vista religioso, e uma lei civil não pode basear-se em um pressuposto doutrinário para legislar sobre todos. Pelo menos, não nos Estados laicos.
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Essa diferenciação entre "crítica ao homossexual" e "crítica à prática homossexual" é um artifício de retórica: não existe comportamento homossexual fora da prática social real, a não ser em imaginação. Portanto, todas as vezes que essas leis forem usadas para criticar "a prática homossexual" elas vão se referir, sempre, a fatos e pessoas reais e não a situações ideais ou imaginárias.
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Portanto, do ponto de vista político esse tipo de legislação é absurda. Mesmo assim, o seu querido Estado do Rio de Janeiro, por meio do Tribunal de Justiça de lá, embarcou na onda evangélica e aprovou uma lei que garante às igrejas criticar a "prática homossexual", regulamentando assim o princípio do preconceito civil por meio da religião.
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Espero que os juristas acreanos não sigam esse exemplo. Espero que eles não peguem corda dessa multidão de povo-gado, que reproduz livremente a alienação de seitas enlatadas que nada têm a ver com a mística brasileira e amazônida.

6/14/2009 11:47:00 AM

quarta-feira, 10 de junho de 2009

COMO USAR UMA MÁSCARA DE PROTEÇÃO CONTRA A GRIPE SUÍNA

Vi este vídeo e não pude resistir...


Escreva um "best seller" em seis passos

Quer ver sei livro nas listas de mais vendidos? A gente ensina a receita! - Conforme publicado na revista GALILEU de junho de 2009.

I - PEGUE UM HEROI

Desde a Grécia Antiga, os leitores precisam de um mocinho por quem torcer. Além de algum dom especial (como superpoderes, força ou inteligência), o heroi precisa ser corajoso e incorruptível. É necessário que ele enfrente dificuldades terríveis antes de sair vitorioso.
EXEMPLO: Harry Potter.

II - SALPIQUE MUITOS "FATOS"

Para que o público não sinta que está perdendo tempo em ler algo sem novidades, use linguagem clara e apresente dados. Se o romance for policial, conte em detalhes como é feita a perícia, as novas tecnicas laboratoriais, o perfil psicológico do criminoso.
EXEMPLO: Código Da Vinci traz dados (não necessariamente verdadeiros) sobre religião.

PS. AMANHÃ PUBLICAREI A CONTINUAÇÃO DA RECEITA. BJUS.

domingo, 1 de março de 2009

Breve...

Pois eh, abandonei este blog, mas em breve, estarei de volta... isto se meu PC ou a net ajudarem...


Bjus!